sábado, 5 de fevereiro de 2011

Líbero aberto

Sempre achei muita piada a esta expressão. Vi jogos e jogos na RTP velhinha, com o Gabriel Alves a comentar, e sempre que ele se saía com isto eu, na inocência da minha infância, pensava literalmente num livro aberto, e no mundo da fantasia imaginava que toda a equipa lia a partir daquele livro.
Bem, se não podia estar mais enganado, também não podia estar mais certo. A verdade é que o guarda-redes, subindo para trás da defesa, funcionando como líbero, numa fase em que a equipa ataca e já não possui a clarividência necessária, também funciona como livro para a equipa ler: será ele a iniciar a jogada, será ele a corrigir as posições e será ele o que está numa melhor posição para entender onde estão os espaços. Alguém que me corrija se eu estver equivocado, mas parece-me que se a equipa o souber "ler" estaremos perante um bestseller, de muito sucesso.
Gosto, gosto mesmo muito quando uma equipa a perder se manda para cima da outra, atira os laterais lá para a frente e fica a jogar no perigo do 2 (centrais) + 1 (guarda-redes). É excitante perceber que a equipa que mais procura o golo é aquela que mais hipóteses tem de o sofrer, e ver esta corda-bamba diz-nos que o futebol é dos desportos mais bonitos que existem.

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